EcoProjet_blog_2020_11_agronegocio

A energia solar e o agronegócio

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o agronegócio responde hoje por cerca de 13% dos investimentos em energia solar no Brasil. Em 2017, esse número de apenas 2%. Este salto sinaliza o quanto o setor percebeu, nos últimos anos, como a tecnologia pode impactar positivamente os negócios.

Os custos com energia tendem a ser bastante altos na agropecuária. E, em muitos casos, a localização remota das propriedades faz com que a estrutura elétrica da concessionária seja precária, ou mesmo inexistente, obrigando o produtor rural a buscar formas de suprir por conta própria suas necessidades energéticas. A opção pelos geradores à diesel ainda é a mais comum. Eles cumprem o seu papel e o custo de aquisição do equipamento é relativamente baixo. Mas a longo prazo, o consumo de combustível é muito oneroso, além de poluente.

A energia solar, por outro lado, tem implementação mais cara. Mas este custo inicial é completamente mitigado no longo prazo. Como os sistemas fotovoltaicos têm vida útil que ultrapassa duas décadas e o retorno sobre o investimento costuma vir em cerca de 5 anos, o produtor rural que opta por este investimento tem ao menos 15 anos de economia garantidos.

Aplicações da energia solar no agronegócio

Bombeamento de água para irrigação, abastecimento ou consumo próprio: as bombas de água movidas a energia solar são mais confiáveis e menos dispendiosas que seus equivalentes à diesel e podem ser instaladas conectadas ou desconectadas da rede elétrica.

Cerca elétrica para manejo de gado: uma aplicação simples e de baixo custo. Também pode ser instalada desconectada da rede, caso a cerca esteja  em um lugar distante. A instalação de um eletrificador é um processo simples e costuma exigir poucos módulos fotovoltaicos.

Produção leiteira: Com um sistema fotovoltaico e um sistema de backup (um banco de baterias para garantir o abastecimento quando não há fornecimento de energia dos módulos solares ou da rede elétrica) é possível garantir o funcionamento das ordenhadeiras e dos tanques de resfriamento. Desta forma, é possível reduzir perdas e aumentar a produção. 

Avicultura: a energia elétrica é hoje o principal custo na criação de frango para corte. Com um sistema fotovoltaico, o custo recorrente com energia fica próximo de zero, melhorando a eficiência produtiva e aumentando a margem de lucro.

Como adquirir um sistema fotovoltaico para produção rural?

Procure uma empresa especializada para fazer os estudos de dimensionamento do seu sistema e a instalação – clique e peça um orçamento sem compromisso.

Se sua propriedade não estiver conectada à rede da concessionária local, será necessário um sistema off-grid, com um banco de baterias que armazena energia para uso quando não há luz solar. O sistema fotovoltaico off-grid representa total independência energética para a propriedade rural, mas sua implementação também é mais cara. Para o dimensionamento deste tipo de sistema, você deverá fornecer à empresa responsável pela instalação informações sobre os principais equipamentos elétricos e seus regimes de uso.

Se sua propriedade estiver conectada à rede elétrica, o sistema mais adequado é o on-grid. Este tipo de sistema dispensa o uso de baterias porque a própria rede assume esta função. O excesso de energia produzido é devolvido à rede e retorna a você na forma de créditos para utilização nos momentos em que não há luz solar. Neste caso, você deverá fornecer uma conta de energia recente, para que a empresa responsável pela instalação analise o seu consumo e dimensione o projeto.

Para facilitar o investimento, existem diversas linhas de financiamento disponíveis para produtores rurais, como a FNE Sol, do Banco do Nordeste; o Pronaf Eco, voltado a produtores que se encaixam na categoria de agricultor familiar; e o Prodecoop, alternativa interessante para cooperativas. Além disso, diversos bancos também já oferecem linhas específicas de financiamento para energia solar – clique aqui para informações sobre alguns dos principais.

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin